Skyfire Avenue Capítulo 33


Chapter 33 – Nunca contou uma mentira.

 

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“Vocês dois agora.” Lan Jue disse.

“Huh?” O Barbeiro e a Esteticista olharam chocados.

“Lan Jue perguntou despreocupado, “Não era esse o plano desde o início?”

Os dois dividiram um olhar, surpresa evidente em seus olhos.

A Esteticista acariciou seu próprio cabelo e sorriu. “E como você descobriu Irmãozinho?”

Lan Jue encolheu os ombros. “Não foi difícil. Eu sabia que vocês dois eram aliados no segundo em que ele começou o ataque. Você esta sempre chamando-o de ‘Diabólico pequeno Tosquiador’, mas o estilo de ataque dele é sempre frontal, direto. Claramente você estava tentando me iludir desde o início. Ainda mais, se vocês dois não fossem um time, porque você viria quando a luta terminou? Pode ser minha primeira vez aqui, mas eu sei que as regras não permitiriam a entrada de não-combatentes durante o tempo alocado.”

A Esteticista encarou o barbeiro. “Eu te disse! Você deveria ter se segurado, e não corrido cheio de energia. Você não ouve. Você mostrou suas cartas.”

Ela se virou para Lan Jue, aquele sorriso cheio de malícia mais uma vez iluminando seu rosto. “Irmãozinho, você realmente é alguma coisa. Eu simplesmente preciso saber que grau do Nono-nível você é.”

Lan jue piscou.”Eu mesmo não sei que grau eu sou.”

A Esteticista contraiu seus lábios cor de rubi, insatisfação escrita em seu rosto.”Irmãozinho, não seja desonesto.”

Lan Jue suspirou. “Eu nunca contei uma mentira. Na verdade, Irmã Esteticista, eu devo dizer que meu grau não é baixo.”

Ela respondeu com um sorriso que não atingia seus olhos, e naquele momento uma luz rosa se expandiu com seu corpo como centro. No espaço de um instante, a arena tinha se tornado um mundo rosa.

O ar se encheu de uivos esganiçados, gritos capazes de parar seu coração, enquanto aparições abriam caminho usando suas garras e dentes, saindo do chão com mãos esqueléticas. O mundo dos homens se tornou um inferno, vagando pelo rio de Acheron¹

O Barbeiro desapareceu, e os gritos infernais das aparições cortavam o silêncio. Ele tinha se tornado a lâmina mortal nas entranhas de Hades.

Lan Jue, enquanto isso, simplesmente levantou sua mão e declarou. “Aquela prata é minha!”

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Museu Skyfire.

“Ahh,” O Clarividente suspirou, e deu um fraco sorriso.

O Mestre do Vinho sorriu pra ele. “Porque todo esse barulho?”

O Clarividente respondeu. “Nós estamos fazendo isso da maneira correta?”

“Qual o problema de fazer assim,” O Mestre do Vinho perguntou. “Se não fizéssemos assim, eles certamente encontrariam um outro jeito. Neste caso é melhor fazer de forma restrita. Vai levar mais do que um dia ou dois para que eles aceitem o Mestre das Joias. No final das contas, quando ele chegou na Avenida Skyfire nós tivemos que quebrar uma boa quantidade de regras. Mas nesses três anos ele manteve um perfil discreto, ganhou prestígio no conselho. Essas são coisas boas.”

“Essa manhã eu vi o Barbeiro, seu rosto azedo” O Clarividente disse. “Como se ele tivesse perdido algo precioso. O Mestre das joias, entretanto, estava brilhando – como se ele tivesse um encontro, um bom sinal.”

Sorrindo, o Mestre do Vinho se juntou “Deixe que eles resolvam entre si. Embora o coração do Mestre das Joias não seja completamente puro, suas ações são moderadas.”

“Eu não chamaria aquilo de moderado. Econômico para evitar falta, talvez. Tome cuidado com seus preciosos néctares.” [1]

O Mestre do Vinho bufou. “A figura é bastante rica, mas excepcionalmente muquirana. Eu não tenho a menor ideia do que ele planeja fazer com todo aquele dinheiro. E quando escolhendo álcool ele é ainda mais sinistro que a Esteticista. Nesses três anos ele já abriu mais dos meus tesouros do que eu quero contar.”

O Clarividente respondeu com um riso de corpo inteiro. “A culpa também é sua, bons parceiros de bebida são raros! Se você me desse aqueles preciosos liquores, eu nem saberia o que fazer com eles. Não, parece que você gosta um bocado do rapaz. Embora ele tire um pouco de vantagem de você, certamente virá o dia em que ele estará disposto a pagar de volta o dobro.”

“Oh?” O Mestre do Vinho levantou uma sobrancelha em curiosidade. Com o Clarividente, esse tipo de conversa nunca deveria ser vista como sem importância.

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Subsolo Skyfire

Era ótimo o sentimento de melhorar seu humor. Lan Jue brincava com a Prata Arlequina em suas mãos, jogando pra cima e pegando na volta. Conforme ele saia da arena, todas as suas preocupações, sua raiva de Zhou QIanlin, todas derreteram. Era como tomar um longo e gelado copo de água depois de sair da sauna.

Não muito tempo depois que ele saiu, o Barbeiro e a Esteticista seguiram.

A Esteticista parecia uma camponesa, seus cabelos ruivos-marrons bagunçados e enrolados.

Ela parecia um leão, depois de violentamente defender seu território.

Ela cerrava seus dentes enquanto observava a figura de Lan Jue sa afastando.

O Barbeiro parecia ainda mais miserável. Ele mantinha com dificuldade uma mão sobre seu estômago, e seu rosto fazia parecer que estava constipado por mais de um mês. Ele parecia preferir que estivesse morto.

“Uma derrota vergonhosa, aquele cara deu uma surra na gente” o Barbeiro quase uivou, frustrado.

“A culpa é sua,” a Esteticista silvou, tentando em vão controlar seu cabelo. ” Quem mandou você ser tão inútil! Minha prata Arlequina!”

A fúria pintada no rosto do Barbeiro gradualmente desapareceu, substituída por um olhar severo e digno. ” O Mestre das Joias era mais forte do que nós assumimos. Pelas minhas estimativas ele é no mínimo um talento de Nono nível grau quatro. O que você acha?”

A Esteticista assentiu. “Parece que sim. Eu sou de segundo grau, e você é de primeiro. Nossos poderes complementam um ao outro. Ninguém mais fraco que quarto grau iria nos esmagar tão rápido e fácil.”

A face do Barbeiro se contraiu em raiva. “Nós fomos esmagados. Mas vamos persistir, um dia.”

“Oh claaro… UM DIA!” A Esteticista cuspiu sarcasticamente.

Lan Jue, enquanto isso, tinha pausado em sua rota de saída do subsolo de Skyfire e caminhado para uma loja.

No centro da Avenida Skyfire, existia uma pequena loja nada chamativa. A razão por ser chamada de ‘pequena’ em comparação as enormes, nobres estrutura ao seu redor. A fachada tinha apenas dezessete metros de largura, e era projetada em uma combinação do estilo luxuoso e o estilo simplista Neoclássico. As paredes azuis quase similares a espelhos, as vitrines brilhantes, todas mostrando várias brilhantes, ofuscantes joias. No meio do topo da fachada, quatro letras, brilhando em uma luz safira, formavam o nome da loja.
Z, E, U, S.

A porta era feita de algum metal desconhecido, profundamente azul. Não tinha nenhuma decoração, somente a impressão do zigue-zague de um relâmpago.

Essa era de fato a Joalheria Zeus, uma imagem espelhada da situada na superfície.

Ele empurrou a porta e entrou.

Ding, ding, ding, o agradável badalar de sinos prateados anunciou sua entrada, e uma jovem garota o recebeu. “Chefe, você esta aqui!”

A jovem garota usava uma saia preta que caía até seus joelhos, revelando suas belas pernas. Seu torso era abraçado por uma blusa branca como a neve, e seus cabelos verdes e curtos emolduravam seus brilhantes olhos. Um sorriso doce se espalhou pelo seu rosto.”Guoguo… Como vão os negócios?” Lan Jue disse cumprimentando.

Guoguo respondeu com uma charmosa risada. “Ruins.”

“Ruins?” Lan Jue respondeu, ligeiramente surpreso.

Ela sorriu. “O chefe não tem estado presente para nos ver! é claro que as coisas vão mal! Mas brincadeiras a parte os negócios vão bem.”

“Bem, não ótimo, mas pelo menos temos paz e silêncio!” Uma voz insatisfeita interveio. Mas uma assistente da loja apareceu, tendo acabado de atender a um freguês e claramente de mau-humor.

Ela usava as mesmas roupas que Guoguo, mas as duas eram tão similares quanto maçãs são de ostras. Ela se erguia por um metro e setenta centímetros em um par de longas pernas. Sua profunda inspiração fazia com que sua figura se apertasse contra a blusa. Seus cabelos ardentes amarrados em um coque² , e os óculos de molduras negras se empoleiravam em seu nariz emitindo uma aura intelectual. Seus olhos rosas cintilavam, como um par de cativantes gemas preciosas.

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[1] A ideia de que Lan Jue só não sai bebendo tudo porque senão do dia seguinte não teria nada , caso contrario ele iria.